19 de abril de 2018

Heróis!

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A Bota Velha!

Transmutações!

“TRANSMUTAÇÕES”
Sessão de Contos por CLÁUDIO PEREIRA (Vila Nova de Milfontes)

M6 | 50min

22 ABRIL (Domingo)
Cinema S. Vicente
16H

Lotação máxima 60 lugares

+ evento facebook


Sinopse

Existe um ponto de viragem, de ruptura, de mudança em qualquer história ou conto. As mais poderosas e surpreendentes viragens e volte-faces têm a sua força na simplicidade de um gesto de um símbolo, de uma forma. Tal como um pequeno inseto que tem a capacidade de matar um gigante, como um só objecto que enche toda uma sala ou como um pedaço de papel que muda uma sociedade nestas histórias e contos, um pequeno símbolo, forma ou palavra muda o rumo da história e das suas personagens.

Ficha Técnica e Artística
Criação e Interpretação: Cláudio Pereira | Imagem: Cristina Viana


4 de abril de 2018

Estreia Estaçõezinhas!

Sobre as Estações, de Estações




Projecto
Em 2002 nasce o percurso da Animateatro na criação de públicos infantis. 
Com vista a anular possíveis dificuldades no usufruto deste recurso cultural, tem sido nosso principal propósito levar o teatro junto da criança. 
Em 2009, incitados pelos docentes, enveredámos pelo teatro dirigido a pequenos de mais tenra idade, abrangendo infantes dos 6 meses aos 3 anos suprimindo uma lacuna na oferta cultural que se fazia sentir na altura para esta faixa etária, a primeira infância.
Nunca perdendo a importância da narrativa, a concepção criativa é centrada num universo de estímulos, permitindo ao bebé um desenvolvimento psicomotor mais expressivo na relação com os outros e o meio envolvente, 


Criação
Inspirados nos movimentos de rotação e de translação do nosso planeta, digladiámo-nos com o tempo, as 24 horas que compõem o dia, os 365 dias que compõem o ano, a diferenças que ocorrem durante…em nós, na natureza.
Iniciámos uma viagem que se dá entre estações, duas personagens de paragem em paragem, cuidam e assistem cada mutação, também a música dita o percurso que nos transportará até um presente.


Sinopse
O Ano perdeu o Dia, sem ajuda a viagem não será possível!
Diana salta para a carruagem e percebe que em cada estação é necessária manutenção.
Na Primavera há que ajudar flores a brotar, no Verão orientar a areia num quente chão, no Outono apanhar folhas que voam e caem, no Inverno espremer nuvens que água nos dão.
Num só dia ver o ano em ação, de estação em estação…


Ficha Técnica e Artística
Encenação e Direção: Lina Ramos | Interpretação: Cláudia Palma e Sérgio Marcelino | Cenário, Figurinos, Conceção Plástica: Lina Ramos | Serralheiro: José Galego | Costureira: Lina Ramos e Teresa Beirão | Imagem: César Duarte I Composição Musical: Cláudio Gomes Pereira e Sérgio Marcelino, originais e versões de As Quatro Estações de António Vivaldi | Fotografia: Patrícia Ricardo e Paulo Vicente | Produção: Animateatro

27 de março de 2018

Muitos Dias Felizes Mundiais do Teatro

Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2018As Américas

Sabina Berman, México
Escritora, dramaturga, jornalista

Podemos imaginar.

A tribo caça pássaros lançando pequenas pedras no ar, quando um gigantesco mamute surge na cena e RUGE - e, ao mesmo tempo um pequeno humano RUGE como o mamute. Logo, todos fogem...
Esse rugido de mamute proferido por uma mulher humana - quero imaginá-la mulher - é a origem do que nos torna a espécie que somos. Uma espécie capaz de imitar o que não somos. Uma espécie capaz de representar o Outro.

Saltemos dez anos, ou cem, ou mil. A tribo aprendeu a imitar outros seres e representa no fundo da caverna, na luz trêmula de uma fogueira, quatro homens são o mamute, três mulheres são o rio, homens e mulheres são pássaros, chimpanzés, árvores e nuvens: a tribo representa a caçada da manhã, capturando o passado com seu dom para o teatro. Mais surpreendente: assim a tribo inventa possíveis futuros, ensaiando possíveis maneiras de vencer o inimigo da tribo, o mamute.

Rugidos, assobios, murmúrios - a onomatopéia desse primeiro teatro - se tornarão linguagem verbal. A linguagem falada se tornará linguagem escrita. Seguindo esse caminho, o teatro se tornará rito e, logo mais, cinema. E na semente de cada uma destas formas, continuará presente o teatro. A forma mais simples de representação. A única forma viva de representação. O teatro, que quanto mais simples é, mais intimamente nos conecta com a mais maravilhosa habilidade humana, a de representar o Outro.

Hoje, em todos os teatros do mundo, celebramos essa gloriosa habilidade humana de fazer teatro. De representar e assim, capturar nosso passado para entende-lo – ou de inventar possíveis futuros, que podem trazer mais liberdade e felicidade à tribo.

Eu falo, claro, das peças que realmente importam e transcendem o entretenimento. As peças que importam, hoje são propostas da mesma forma que as mais antigas: derrotar os inimigos contemporâneos da felicidade da tribo, graças à capacidade de representar.

Quais são os mamutes a serem vencidos hoje no teatro da tribo humana?

Eu digo que o maior mamute de todos é a alienação dos corações humanos. A perda da nossa capacidade de sentir com os Outros: sentir compaixão. E nossa incapacidade de com o Outro não-humano: a Natureza. Que paradoxo. Hoje, nas margens finais do Humanismo – da era do Antropoceno - da era em que os seres humanos são a força natural que mais se transformou e mais transformou o planeta - a missão do teatro é inversa à que reuniu a tribo originalmente para fazer o teatro no fundo da caverna: hoje, devemos resgatar nossa conexão com o mundo natural.

Mais do que a literatura, mais do que o cinema, o teatro - que exige a presença de seres humanos diante de outros seres humanos - é maravilhosamente adequado à tarefa de nos salvar de nos tornarmos algoritmos. Abstrações puras.

Deixe-nos remover do teatro tudo o que é supérfluo. Deixe-nos desnudá-lo. Porque quanto mais simples é o teatro, mais fácil é lembrar-nos do único fato inegável: nós somos, enquanto estamos no tempo; que somos enquanto somos carne e osso e corações batendo em nosso peito; que somos o aqui e agora, apenas.

Viva o teatro. A arte mais antiga. A arte mais presente. A arte mais maravilhosa. Viva o teatro.

20 de março de 2018

24 MARÇO / Sábado

“Um Espectáculo de COMMEDIA DELL’ARTE”
por MARI & CRUPI THEATRE COMPANY (Austrália e Portugal)

M6 | 50min

24 MARÇO (Sábado)
Espaço Animateatro
21H30

+ evento facebook


Sobre
Pretende-se que o espetáculo promova a tradição da Commedia dell´Arte no séc. XXI. Através do uso dos quatro aspetos principais da Commedia – o uso de máscaras, personagens-tipo (fixo), multilinguismo e improvisação como método – criámos um conto original baseado nas linhas dramatúrgicas da Commedia tradicional. Integrando referências contemporâneas, técnicas de ator a “solo” (neste caso um “duo”), e uso de diferentes línguas (e não apenas regionalismos italianos) pretendemos dar um “toque” contemporâneo a uma antiga forma de arte.
Dois atores interpretam 13 personagens neste conto épico de reinos inimigos, amores impossíveis e uma floresta cheia de criaturas míticas, baseado no estilo Pastorale – Boschereccia da Commedia dell´Arte. Os estilos da Commedia dell´Arte foram igualmente fonte de inspiração para o repertório de Shakespeare. O estilo Pastorale – Boschereccia em particular foca-se nas aventuras em bosques/florestas e foi inspiração para Sonho de Uma Noite de Verão, por exemplo. Usando improvisação como método e transparência cénica como técnica para contar a história, Mariana Dias (Portugal) e Andrew Crupi (Itália/ Austrália) transformam-se dinamicamente entre múltiplas personagens. Os arquétipos Zanni (Criados), Vecchi (Velhos) , Capitano. Innamorati (Amantes), mas também Reis, Rainhas, Sátiros, Ninfas, Gigantes e até Amazonas, todos ganham vida neste espetáculo interativo e divertido. Estreado na Austrália para o 2016 Adelaide Fringe Festival, e após um Tour pela Austrália do Sul, Mari & Crupi trazem agora este espetáculo a Portugal e
Europa. Juntem-se para vários Lazzi , máscaras tradicionais de Commedia, Tangovaccio, Slapstick, Lutas cómicas de cena, interação, participação do público, e muita diversão!

Sinopse
Um espetáculo de Commedia dell´Arte é um conto sobre dois reinos rivais, o reino de Cima (Up) e o reino de Baixo (Down) que vivem à beira de uma floresta selvagem e perigosa, ambos semelhantes em indignidade e pobreza iminentes. Estes dois reinos estão finalmente prestes a “remendar” a sua relação com um casamento de conveniência entre os dois e unir-se num único Super Reino. A Rainha de Cima (Up) e o Rei de Baixo (Down) odeiam-se há muito tempo, mas os seus filhos, a Princesa de Cima e o Príncipe de Baixo apaixonaram-se perdidamente e anseiam que os seus pais anunciem finalmente o seu casamento. Infelizmente, este não é o desejo dos pais e, como tal, muitas peripécias estão prestes a acontecer. E aqui começa a nossa história. Era uma vez…

Ficha Técnica e Artística
Encenação, Guião, Produção, Interpretação, Coreografia: Andrew Crupi e Mariana Dias